Pesquisadores da Universidade de Washington afirmam ter desenvolvido uma placa de circuito impresso (printed circuit board – PCB) que pode ser reutilizada.
Segundo o professor Vikram Iyer, um dos envolvidos no desenvolvimento da nova placa, a possibilidade de reciclagem torna as novas PCBs melhores as atuais, que são construídas para suportarem altíssimas temperaturas e resistirem aos produtos químicos utilizados para fixação dos componentes eletrônicos à placa, o que as tornam muito robustas, porém praticamente impossíveis de reciclar.
As novas placas são especialmente bem-vindas em um mundo onde as cadeias de suprimentos estão sob pressão e o descarte de PCBs gera imensa quantidade de lixo eletrônico, que contribui para a degradação do meio ambiente.
A reutilização das novas PCBs é possível, pois elas são construídas com o uso de vitrímeros, materiais plásticos já utilizados na área da saúde, para, entre outras coisas, acelerar processos de cicatrização – em função do uso de vitrímeros, as novas placas vêm sendo chamadas vPCBs.
No final de sua vida útil, uma vPCB pode ser tratada com alguns materiais que a fazem transformar-se em uma substância gelatinosa que pode ser utilizada na fabricação de novas placas, permitindo também a retirada dos dispositivos que a compõem, para reuso ou reciclagem.
Além disso, o processo de fabricação das vPCBs é muito semelhante ao das PCBs convencionais – isso significa que não serão necessárias muitas mudanças nas linhas de fabricação para produzir as novas placas. Isso é importante porque, se o processo fosse radicalmente diferente, os fabricantes poderiam não se interessar em fabricar o novo produto devido aos custos associados a grandes mudanças.
Os pesquisadores acreditam que o uso das vPCBs pode significar reduções de 48% no potencial de aquecimento global e 81% no uso de produtos cancerígenos quando comparadas às placas convencionais.
Esperemos que esses números se confirmem e que essa nova geração de placas se consolide.









