Japão quer voltar a ser relevante na indústria de chips

Na área de computação, a palavra “foundries” designa as empresas que fabricam chips, não necessariamente sendo responsáveis pelo projeto dos mesmos.

A Rapidus, uma nova foundry japonesa, está recrutando, inclusive entre estrangeiros e aposentados, profissionais que a ajudem a reviver os anos 1980, quando o Japão detinha 50% do mercado de chips; essa fatia de mercado foi diminuindo em função de atritos com o governo americano e com a ascensão de empresas taiwanesas e sul-coreanas. 

Hoje, o Japão tem cerca de 10% desse mercado, embora continue tendo participação importante em termos de fornecimento de equipamentos e materiais para fabricação de chips.

Apoiada por bilhões de dólares em investimentos, inclusive governamentais, a Rapidus pretende fabricar em massa chips de 2 nanômetros, que hoje são o estado da arte na área, competindo com empresas líderes do setor, como a taiwanesa TSMC, a maior foundry do mundo.

Encontrar profissionais em um país cuja população vem declinando é um dos maiores problemas para a empresa, que vem trabalhando em parceria com a IBM e com a Interuniversity Microelectronics Centre (IMEC) uma organização de pesquisa e desenvolvimento baseada na Bélgica.  Em setembro passado, a Rapidus iniciou a construção de suas instalações na ilha de Hokkaido, no norte do país.

A Rapidus é dirigida por executivos veteranos da indústria de chips que trabalhavam na década de 1980; seu presidente é Tetsuro Higashi, de 74 anos, um executivo com larga experiência. No final de novembro, a empresa já contava com cerca de 250 funcionários, número que segue crescendo.

Os planos ambiciosos da Rapidus foram recebidos com ceticismo por parte de alguns  profissionais da indústria de chips que questionaram se a empresa será capaz de atingir um volume de produção e uma base de clientes suficientes para sua consolidação.

Parece claro que a instalação da Rapidus se enquadra no processo de busca de alternativas para o caso de Taiwan ser atacada pela China; esse processo inclui o apoio, inclusive financeiro, do governo americano para a instalação de outras foundries, que geralmente só começam a produzir a plena capacidade em torno de três anos após o início de suas operações.

Vários profissionais já contratados pela Rapidus estão trabalhando no estado de New York, em instalações da IBM,   enquanto sua fábrica está sendo construída.

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