A diferença é pequena e qualquer oscilação nas bolsas pode mudar o ranking, mas no dia 5 de junho o valor de mercado da Nvidia tornou-se maior que o da Apple e a fez aproximar-se da Microsoft como a mais valiosa empresa americana.
Elas são as únicas empresas americanas que compõem o clube dos 3 trilhões: naquela data valiam US$ 3.151 trilhões (Microsoft), US$ 3.011 trilhões (Nvidia) e US$ 3.003 trilhões (Apple).
Mas o desempenho recente da chamada “Team Green” é o que mais impressiona: o preço de suas ações aumentou mais de 3.224% nos últimos cinco anos e 147% somente neste ano.
A Bloomberg observa que a última vez que a Nvidia valia mais que a Apple foi em 2002, cinco anos antes do lançamento do primeiro iPhone – o valor de mercado de ambas as empresas era inferior a US$ 10 bilhões na época.
A Nvidia só ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado em fevereiro deste ano, menos de um ano depois de atingir US$ 1 trilhão, em maio de 2023 – isso significa que o valor de mercado da empresa aumentou mais US$ 1 trilhão em apenas três meses.
A alta do preço das ações da Nvidia fez com que seu CEO, Jensen Huang, que detém 3,79% da empresa, continuasse a subir no Índice de Bilionários da Bloomberg. Ele estava em 18º lugar em maio, com um patrimônio líquido de US$ 80,5 bilhões. Hoje, Huang está na 13ª posição com uma fortuna de US$ 107 bilhões.
A enorme demanda por GPUs da Nvidia fez com que suas vendas no primeiro trimestre atingissem US$ 26 bilhões, mais de três vezes o que vendeu no mesmo período do ano anterior. No mercado de chips de IA de ponta, estima-se que a Nvidia detenha uma participação entre 70% e 95%.
Mas a empresa segue acelerando: na Computex, a maior feira de tecnologia da Ásia que se encerra em 7 de junho, Huang anunciou que pretende lançar novas linhas de produtos: a Blackwell Ultra chega no próximo ano, seguida por Rubin em 2026 e Rubin Ultra em 2027 – usualmente, o mercado lançava novas linhas a cada dois anos.
Resta ver o que farão seus concorrentes. Para os consumidores fica a sensação de perigo, que surge quando se percebe que um determinado fornecedor parece próximo a adquirir o monopólio do fornecimento de um dado componente.





