Durante o desenvolvimento de um projeto eletrônico, chega-se em uma fase onde é necessário fabricar uma placa de circuito impresso ou também conhecida como PCB (Printed Circuit Board). O processo convencional consiste primeiramente na geração do circuito eletrônico (esquemático) e, feito isso, são gerados os arquivos de fabricação (GERBERs) a partir do arquivo de layout, pelo projetista, e envio dos mesmos a uma empresa especializada para confecção de amostras ou uma quantidade suficiente para produção. Geralmente no primeiro pedido, pede-se uma pequena quantidade (amostras) para testes e validação do protótipo. Esse processo de fabricação pode demorar dias ou semanas e gera altos custos. Além disso, trabalhos como painelização nessa etapa podem só despediçar tempo de engenharia. Geralmente o desenvolvimento de uma PCB passa por algumas revisões antes da fabricação do lote piloto, onde, em muitos casos, se gasta tempo e dinheiro.
Pensando em facilitar esse processo, a startup Voltera, sediada em Waterloo – Canada, desenvolveu uma máquina baseada em impressora 3D onde é possível criar protótipos de PCB facilmente. Chamada de Voltera V-One, essa máquina, que pode revolucionar a forma em que pensamos o protótipo de nossas placas eletrônicas, foi apresentada pela primeira vez na CES 2015 e posteriormente foi lançada uma campanha no Kickstarter. Para se ter uma ideia do sucesso da campanha, os idealizadores já conseguiram cinco vezes mais dinheiro que o solicitado para o desenvolvimento do produto. Isso tudo porque essa máquina promete uma prototipagem mais fácil, indo do conceito à criação em poucos minutos.
Funcionamento do Voltera
Para operar a V-ONE basta carregar os arquivos gerados pelos programas de criação de layout, alimentar a máquina com um pedaço de placa virgem, apertar um botão e pronto! É feita a impressão com tintas especiais (condutiva e isolante). A ideia foi mesmo transformar a máquina em uma impressora de placas de circuito impresso que pode se ter em casa ou no escritório. Além de “imprimir”, ela aplica pasta de solda e refluxo, ou seja, vai do layout à placa pronta, bastando colocar os componentes na etapa em sequência à aplicação da pasta de solda. No momentos são suportados os arquivos em Eagle, Altium e a versão roda em ambiente Windows.
Campanha do Voltera no KickStarter
Essa máquina promete ser uma importante ferramenta para criação e prototipagem de circuitos eletrônicos em SMD. Concorrentes virão e os apaixonados em eletrônica só têm a ganhar. Essas invenções com certeza vão estimular ainda mais nossa criatividade e inovação. Deixe seus comentários, queremos saber o que acha dessa nova invenção.
Autores desse artigo: Thiago Lima e Fabio Souza










Alguem sabe onde comprar? E qual a media de valor?
E ai. Já se passou dois anos. Será que deu certo esse negócio?
O projeto evoluiu bastante e parece que continua a todo vapor: https://voltera.io/
2200 dólares. muito cara.
Sensacional…
Vontade de ver essa máquina funcionando de perto!
Olá, sabe de alguém no Brasil que tenha adquirido?
Fantástico. Pra protótipo ou pequenas quantidades é perfeito. Pena que é provável que o preço seja proibitivo aqui no Brasil!
Vamos esperar. Junto com ela vem suas copias. E outras empresas podem fazer solucoes similares.
fantástico.
Só de pensar em não ter que espera dias para prototipar uma idéia, já dá até vontade de gritar.
Hahahaha. Eu tambem. E ela tambem aplica solder paste.
e eu que me divertia com as LPKF da vida…
hahahahha – E eu com aquelas fresadoras toscas. 🙂
A LPKF que se cuide! hahaha. Não da pra entender como uma empresa tão grande e cheia de recursos faz equipamentos tão toscos e cheios de falhas. Massss qualquer coisa atualmente é melhor que fazer placa “no braço” né (ou pelo menos até que chegue algo como isso ou façamos as nossas próprias)
Felipe, ouvi muitas reclamações das linhas antigas da LPKF (fresadoras da serie 2 etc). Porém aqui no trabalho temos a linha completa (ProtoLaser U3, ProtoMat S43, MultiPress S, MiniContact RS, ProtoPrint RS, ProtoPlace S, ProtoPlace BGA, ProtoFlow S) da ultima geração e até então tem se provado bastante robustas! Dentro das limitações do processo de prototipagem acho elas ótimas!
Acho que a comparação com as maquinas da LPKF não cabe… Essa tinta condutiva certamente não tem a mesma qualidade ou resolução de uma fresagem mecânica ou laser. Além de certamente não ser adequada à high frequency. Por outro lado, uma fresadora da LPKF custa 10k€, uma laser 145k€…
Enfim, são equipamentos com objetivos bastante diferentes! Uma maquina dessas não substitui uma LPKF e uma LPKF não substitui um processo industrial de fabricação de PCBs!
Quanto custa essa máquina?
Oi Sergio. Ainda esta em desenvolvimento. Sera comercializada em breve.
A solução é fantástica! perde-se muito tempo na prototipagem de placas. A única desconfiança é com relação à tinta condutiva para circuitos de alta frequencia.
Everaldo, essa maquina demorou muito a ser lancada por conta da condutividade da tinta que nao era legal. Voce tem razao. Uma usb funcionaria? Talvez nao.