Inteligência artificial vem exigindo cada vez mais capacidade de armazenamento de dados e seu processamento de forma eficiente.
Para atender às exigências desse cenário, a Seagate fala em lançar uma unidade de disco rígido (HDD) de 100 terabytes até 2030; a empresa acredita que haverá em breve um aumento da demanda por unidades de armazenamento baseadas na confiável tecnologia de armazenamento magnético.
Atualmente, o maior disco rígido da Seagate é o modelo Exos M de 36TB, apresentado no início deste ano. A empresa investiu pesadamente nos últimos tempos no avanço de soluções baseadas em HDD para continuar aumentando a capacidade de armazenamento.
A Seagate é uma grande defensora da tecnologia HAMR – Heat-Assisted Magnetic Recording, que pode ser traduzida como Gravação Magnética Assistida por Calor. É uma tecnologia avançada usada na fabricação de HDDs com o objetivo principal de aumentar a densidade de armazenamento, ou seja, a quantidade de dados que podem ser gravados em uma determinada área física do disco.
Como a Nvidia e muitas outras empresas de tecnologia, a Seagate agora se intitula uma “empresa de IA”. Segundo B.S. Teh, executivo da empresa, “um elemento chave para aproveitar as receitas crescentes na indústria de IA é fornecer a capacidade de armazenamento que as empresas necessitam, e que nada se compara às unidades de disco rígido para atender a essa demanda que segue aumentando.”
A tecnologia HDD, que já tem quase 70 anos, continua adequada para atender o boom dos data centers de IA, mesmo que analistas e ONGs levantem preocupações sobre os impactos ambientais e energéticos trazidos por esse cenário. Vale lembrar que o primeiro HDD foi lançado pela IBM em 1956 e tinha a capacidade 5MB.
A Agência Internacional de Energia estima que uma única consulta ao ChatGPT consome até 2,9 watt-hora de energia, enquanto uma pesquisa no Google é quase 10 vezes mais eficiente.
A Seagate está abordando as preocupações ambientais projetando suas novas unidades de HDD para consumirem menos energia, inclusive aumentando a densidade de dados e também procurando reduzir a pegada ambiental de suas fábricas, buscando utilizar energia proveniente de fontes renováveis.









