Wafers são discos finos de material semicondutor, geralmente silício, usados como base para a fabricação de chips.
A taiwanesa TSMC, a maior fabricante de chips do mundo, abriu uma fábrica nos Estados Unidos, que após atrasos, parece estar atingindo sua plena capacidade de produção.
Fatores geopolíticos, como uma possível invasão de Taiwan pela China, levaram a empresa a abrir essa fábrica, que parece enfrentar outro tipo problema: especula-se que os wafers produzidos nos Estados Unidos teriam custos de produção muito maiores que aqueles fabricados em Taiwan.
Agora, analistas da TechInsights, empresa de análise de mercado que atua na área de semicondutores e outros dispositivos eletrônicos, dizem não acreditar que essa diferença de custos de produção seja tão grande, ficando ao redor de 10%.
Os preços dos equipamentos para a produção de wafers responde por mais de dois terços dos custos totais dos wafers. Esses equipamentos são produzidos por empresas como ASML, Applied Materials, KLA, Lam Research e Tokyo Electron, e tem o mesmo preço em Taiwan e nos Estados Unidos, fazendo com que não gerem diferença no custo dos wafers fabricado em Taiwan ou nos Estados Unidos.
Fala-se muito em custos da mão de obra, pois os trabalhadores americanos ganham salários cerca de três vezes maiores que os taiwaneses, porém, com a grande automação do processo de fabricação de wafers, a mão de obra representa menos de 2% do custo total.
Deve-se notar, no entanto, que os wafers que a TSMC produz nos Estados Unidos são enviados a Taiwan para os processos de acabamento, teste e embalagem; isso eleva os custos, mas consta que a TSMC está planejando implementar esses processos também em sua fábrica americana, reduzindo ainda mais as diferenças entre os custos de produção.
Como negócios são negócios, e o mercado é francamente comprador, há rumores de que a TSMC cobra um prêmio de 30% pelos chips fabricados a partir de wafers produzidos nos Estados Unidos.









