Rumores dão conta que a TSMC e a Intel estão prestes a formar uma joint venture para operar as fábricas desta última.
Diz-se que essas big techs chegaram a um acordo preliminar sobre o assunto, que tem o apoio da Casa Branca e do Departamento de Comércio dos EUA, que esperam ajudar a Intel a superar a crise que vive.
O acordo faria com que a TSMC, a maior fabricante de chips, adquirisse uma participação de 20% na nova empresa.
Em março, correram notícias dando conta que a TSMC havia proposto essa joint venture, que teria também a participação de empresas como Nvidia, AMD, Broadcom e Qualcomm. É possível que uma ou mais dessas empresas fiquem com parte dos 80% restantes da joint venture.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, disse há alguns dias que nunca foi procurado para tratar do assunto, o que foi confirmado por um do conselho da TSMC.
Em 2024, noticiou-se que a Qualcomm havia tentado adquirir a Intel. Em novembro, a empresa modificou sua postura, dizendo que poderia adquirir apenas partes da empresa.
O governo Trump não quer que a Intel como um todo ou sua foundry (área industrial) passem a ser totalmente de propriedade estrangeira, mas está ciente da urgência em reverter a situação da empresa; funcionários do governo se reuniram com executivos da TSMC em março para discutir a possível joint venture.
Diz-se que a TSMC estava receptiva, o que provavelmente trouxe alívio ao governo, que deve estar criando planos de contingência para o caso de Intel entrar em colapso.
A foundry da Intel reportou uma perda de mais de US$ 13 bilhões em 2024 e a empresa como um todo perdeu US$ 18,8 bilhões – foi o primeiro ano de prejuízo desde 1986.
A TSMC anunciou recentemente que investirá mais US$ 100 bilhões no negócio de fabricação de chips nos Estados Unidos, somando-se a um anúncio anterior de US$ 65 bilhões.
O dinheiro será usado para construir cinco novas fábricas de chips e para outros projetos, não estando claro se os valores referentes à joint venture com a Intel estão incluídos nesse montante.









