Durante teleconferência em que apresentou seus resultados referentes ao último trimestre, que levaram a um prejuízo US$ 18,8 bilhões em 2024, a Intel revelou seus planos para a próxima geração de processadores para desktops, que vem sendo chamada Nova Lake.
A Nova Lake sucederá os processadores para desktop Arrow Lake, recém-lançados pela empresa, e poderá ter variantes a serem usadas em notebooks.
A notícia foi dada por Michelle Johnston Holthaus e David Zinsner, os recém-nomeados co-CEOs da Intel, que estão substituindo, ao que tudo indica temporariamente, Pat Gelsinger, que deixou a empresa no final do ano passado.
Segundo Holthaus, a Nova Lake terá desempenho melhor que as CPUs atuais, com custo menor – com isso, a Intel espera aumentar sua capacidade de competir contra rivais como AMD e Qualcomm.
Os detalhes sobre a Nova Lake são escassos – os co-CEOs não trouxeram muitas informações, apenas disseram que sua produção em massa está prevista para o final de 2025.
O Nova Lake não será produzido apenas na foundry da Intel, mas também por fabricantes externos, sendo um deles provavelmente a taiwanesa TSMC, que agora tem fábrica também nos Estados Unidos.
A Intel recentemente separou suas operações de foundry, criando uma subsidiária independente, que, conforme relatado pela PCWorld, será tratada pela empresa-mãe como qualquer outro fornecedor, tendo que brigar para produzir para a Intel.
A Intel vem vivendo uma crise há algum tempo, mas que foi recentemente aliviada pelo recebimento de recursos da ordem de US$ 2,2 bilhões através da lei CHIPS do governo americano – a empresa espera receber dessa fonte um total de US$ 7,86 bilhões.
É uma história triste: a Intel, outrora quase absoluta nos mercados em que atua, parece não ter quebrado ainda porque é “too big to fail”, ou seja, uma organização tão grande e de tanta importância para a economia de um país que, se quebrar, vai trazer impactos catastróficos para essa economia.









