Jensen Huang, CEO da Nvidia mostrou ao vivo, pela primeira vez, seu novo superchip Vera Rubin, durante evento em Washington.
O superchip combina dois GPUs de alto desempenho com um processador ARM em uma arquitetura voltada para grandes aplicações de inteligência artificial.
A Nvidia deu esse nome ao superchip como forma de homenagear Vera Rubin, uma destacada astrônoma americana. Como deveremos ouvir falar muito sobre esse assunto nos próximos tempos, convém lembrar quem foi Vera Rubin.
Nascida em 1928, Rubin demonstrou desde cedo interesse por astronomia. Formou-se no Vassar College, fez mestrado na Universidade Cornell e doutorado na Universidade de Georgetown, onde mais tarde seria professora.
Nos anos 1970, ao lado do colega Kent Ford, fez uma descoberta revolucionária, a matéria escura. Embora a ideia já se especulasse acerca do assunto anteriormente, foi o trabalho de Rubin que forneceu evidências acerca do assunto – estima-se hoje que cerca de 85% da matéria do universo seja composta por essa substância ainda envolta em mistério.
Apesar da importância de sua contribuição, Rubin nunca recebeu o Prêmio Nobel, uma omissão frequentemente criticada pela comunidade científica. Ainda assim, seu legado foi amplamente reconhecido, pois ela recebeu diversas honrarias e seu nome foi dado a um dos observatórios mais importantes do mundo, situado no Chile.
Vera Rubin faleceu em 2016, aos 88 anos e é a segunda cientista homenageada pela Nvidia, que já havia dado o nome de Grace Hopper a um de seus mais importantes superchips, voltado para aplicações de inteligência artificial e computação de alto desempenho.
Grace Hopper (1906–1992) foi uma cientista da computação que chegou ao posto de almirante na marinha americana, tendo se destacado por seu trabalho no desenvolvimento das primeiras linguagens de programação.









