A manufatura aditiva, a prototipagem rápida e a tecnologia de impressão 3D evoluíram significativamente desde suas origens na década de 1970 até sua forma contemporânea. O inventor Johannes F. Gottwald estabeleceu os fundamentos para o desenvolvimento da tecnologia que eventualmente resultou nos diversos métodos de impressão em uso hoje, ao introduzir o “Liquid Metal Recorder”. O “Liquid Metal Recorder” é definido como um aparelho que usa metal líquido para criar camadas contínuas de material metálico em uma superfície reutilizável, permitindo seu uso imediato ou a possibilidade de ser reciclado e reutilizado para impressões posteriores. Sua patente é amplamente considerada como a pioneira na descrição da tecnologia de impressão 3D com prototipagem rápida e na capacidade de fabricação sob demanda de padrões controlados.
O termo “impressão 3D” surgiu pela primeira vez na década de 80, quando Charles W. Hull desenvolveu um processo para criar objetos tridimensionais a partir de resina fotossensível, conhecido como estereolitografia. Logo em seguida, Hideo Kodama, do Instituto de Pesquisa Industrial Municipal de Nagoya, inventou dois métodos de fabricação aditiva de modelos de plástico tridimensionais usando um polímero termofixo foto endurecível. Esses métodos envolviam o controle da área de exposição UV por meio de um padrão de máscara ou de um transmissor de fibra de varredura. Embora Hideo tenha patenteado seu dispositivo XYZ, que é amplamente usado hoje, seu chefe demonstrou pouco interesse na época, levando os direitos de sua patente a cair no esquecimento. Vale mencionar que o orçamento de pesquisa e desenvolvimento de Hideo naquela época era de apenas US$ 541 por ano, o que é uma curiosidade interessante.
A década de 90 testemunhou a introdução de tecnologias e técnicas mais avançadas de fabricação aditiva em várias indústrias, incluindo a sinterização seletiva a laser e a sinterização direta a laser de metais. Estas técnicas envolvem o uso de lasers de alta potência para fundir pós metálicos e criar peças complexas. É importante notar que essas tecnologias eram caras e estavam disponíveis apenas para grandes corporações, órgãos governamentais e algumas instituições acadêmicas.
Desde então, a tecnologia de impressão 3D avançou absurdamente, permitindo a impressão em três dimensões de materiais como plásticos, metais, cerâmicas e até mesmo células vivas. Nas últimas décadas, a tecnologia tem sido usada para criar implantes médicos, peças de aeronaves e automóveis, próteses e muito mais. Nos últimos anos, a impressão 3D tem sido usada para fabricar bens de consumo, como brinquedos, jogos e móveis. As pessoas também utilizam impressoras 3D para criar produtos personalizados para seus próprios projetos pessoais. Além disso, a tecnologia está sendo usada para a impressão 3D de alimentos, como pizza e chocolate. Com o avanço da impressão 3D, as possibilidades são praticamente infinitas.
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