Originária de Shenzhen, na China, a TP-Link, a fabricante dos roteadores domésticos mais populares nos Estados Unidos, está sendo investigada pelo governo desse país em função de alegadas ligações com recentes ataques cibernéticos.
De acordo com o Wall Street Journal, a empresa possui cerca de 65% do mercado americano de roteadores para uso doméstico e por pequenas empresas – um aumento de 20% em relação a 2019. Seus produtos também são usados pelo Departamento de Defesa e várias outros órgãos governamentais, como a NASA e a DEA – Drug Enforcement Administration – órgão responsável por combater o tráfico e a produção de drogas ilícitas.
Circulam informes dando conta que que três órgãos governamentais – os Departamentos de Comércio, de Defesa e de Justiça – abriram inquéritos sobre a TP-Link. Além disso, algumas fontes sugerem que a Casa Branca poderia proibir o uso de equipamentos produzidos pela empresa, tão logo Donald Trump tome posse e comece a implantar suas políticas comerciais agressivas.
Aumentando a pressão sobre a empresa, a Microsoft disse recentemente que um grupo de hackers chineses invadiu uma extensa rede de roteadores TP-Link e os usa para lançar ataques cibernéticos contra alvos ocidentais, como organizações públicas e privadas, especialmente as que trabalham para o Departamento de Defesa.
Essa investigação e possível proibição da TP-Link, lembra a medida tomada pelo governo de Trump em 2019 contra a Huawei, quando a empresa não apenas foi proibida de vender seus produtos nos Estados Unidos, mas todo o seu hardware começou a ser removido da infraestrutura de telecomunicações americana; até hoje estão sendo gastos bilhões de dólares para trocar equipamentos da Huawei que algumas empresas de telecomunicações americanas ainda utilizam.
Boa parte da popularidade dos roteadores TP-Link decorre de seus preços baixos, que muitas são menores que a metade dos de seus concorrentes, como D-Link e Netgear. Além disso, muitos provedores de serviços de internet também oferecem aos novos assinantes roteadores TP-Link como parte de seu pacote de serviços.
No entanto, a empresa aceitou passivamente essas acusações, tendo mudado sua sede para os Estados Unidos e declarado repetidamente estar à disposição do governo para demonstrar que suas práticas de segurança estão totalmente alinhadas com os padrões fixados pelo governo americano.
Já a Embaixada da China em Washington disse que a investigação e a eventual proibição dos roteadores TP-Link, têm apenas a intenção de “suprimir empresas chinesas”, especialmente porque a empresa domina o mercado de roteadores domésticos.









