A gigante taiwanesa TSMC iniciou a produção em massa de chips com tecnologia de 2 nanômetros (2nm). Segundo comunicado oficial da empresa, esses componentes são “a tecnologia mais avançada do setor em termos de densidade e eficiência energética”.
Como a maior fabricante de chips para terceiros de todo o mundo, a TSMC atende a diversos setores, de smartphones a sistemas de defesa, e conta com gigantes como Nvidia e Apple em sua carteira de clientes.
Atualmente, Taiwan é responsável por mais da metade da produção global de semicondutores e pela quase totalidade dos chips de ponta que sustentam a inteligência artificial (IA).
Os novos chips de 2nm superam as gerações anteriores em desempenho e economia de energia. Eles apresentam uma arquitetura renovada, projetada para acomodar um volume ainda maior de transistores em espaço reduzido.
De acordo com a IBM, o avanço dessa tecnologia trará benefícios práticos em diversas frentes, como:
- Velocidade: aumento significativo na performance de laptops e outros dispositivos;
- Sustentabilidade: redução da pegada de carbono de grandes data centers e
- Automação: maior agilidade no processamento de dados para carros autônomos, permitindo a detecção de obstáculos em tempo real.
A TSMC tem sido uma das principais beneficiárias do entusiasmo global pela IA. Com empresas como Apple e Nvidia investindo bilhões de dólares em infraestrutura de servidores e centros de processamento de dados, a demanda por semicondutores de última geração atingiu níveis sem precedentes.
Esse aumento de demanda deve afetar o Brasil, que possui uma das cargas tributárias mais altas do mundo para eletrônicos. Como a tecnologia de 2nm é extremamente cara, seu custo impactará produtos de elite, como os futuros iPhones e placas de vídeo de alta performance – em nosso país, isso deve ampliar o abismo de preços entre dispositivos “premium” e modelos de entrada, tornando o acesso à tecnologia de ponta ainda mais restrito.











