A Qualcomm apresentou nesta semana seu Snapdragon X2 Plus, um processador para PCs com Windows 11 Copilot+, dando continuidade à linha lançada em novembro passado.
O anúncio foi feito durante a CES 2026, que acontece em Las Vegas entre 4 e 9 de janeiro, e reforça a estratégia da companhia de expandir a presença da arquitetura ARM no segmento de computadores pessoais, tradicionalmente dominado pelos chips x86 de fabricantes como Intel e AMD.
Os chips ARM são onipresentes nos smartphones e foram escolhidos pela Apple para sua família de processadores M, que há alguns anos também chegaram aos computadores, mas sem grande penetração no mercado.
O Snapdragon X2 Plus chega em duas versões, com 6 e 10 núcleos, impulsionados pela CPU Qualcomm Oryon de terceira geração. Produzido em tecnologia de 3 nanômetros (3nm), o chip promete um salto expressivo em relação ao modelo anterior: 35% mais desempenho em tarefas de núcleo único, consumindo 43% menos energia. Esse equilíbrio permite dispositivos ultrafinos e portáteis, sem renunciar à performance.
O maior destaque está na Unidade de Processamento Neural (NPU) Qualcomm Hexagon, capaz de atingir 80 TOPS (trilhões de operações por segundo). Segundo a empresa, trata-se da NPU mais veloz do mundo utilizada em notebooks, projetada para experiências de IA agêntica e multitarefa avançada. Com suporte a mais de 50 recursos de IA diretamente no dispositivo, tarefas como geração multimodal de conteúdo e edição de vídeo são aceleradas, dispensando a dependência da nuvem.
O chip integra 5G e suporte para Wi-Fi 7, além de eficiência energética que, de acordo com a Qualcomm, pode garantir dias de autonomia de bateria – uma promessa voltada a usuários que exigem mobilidade sem comprometer a resposta imediata do sistema.
Os primeiros PCs equipados com o Snapdragon X2 Plus, desenvolvidos por grandes fabricantes, devem chegar ao mercado no primeiro semestre de 2026. O maior obstáculo, porém, não está no hardware, mas no software: será necessário que desenvolvedores e a própria Microsoft adaptem seus programas para a plataforma, evitando o uso de emuladores e explorando todo o potencial nativo da arquitetura ARM.











