Desde 1999, quando Kevin Ashton utilizou o termo “Internet das Coisas” no RFID forum, estamos acompanhando a evolução (tanto do ponto de vista tecnológico e sistêmico).
Muitas corporações estão gastando em tecnologias de IoT. E, de acordo com o último relatório da IDC, espera-se que os gastos cheguem para mais de US$ 745 bilhões em 2022.
Este movimento revolucionário da Internet das coisas permitirá a automação de tarefas diárias, o monitoramento e controle efetivos dos dispositivos conectados, resultando em maior eficiência e conveniência na execução de tarefas.
Estes mesmos estudos apontam que os os setores de saúde, manufatura, varejo, energia e agricultura serão os que mais se beneficiaram com esta evolução em seus projetos tornando-se, cada vez mais robustos (do ponto de vista de gerenciamento de risco).
Por outro lado, as empresas estão buscando tecnologias para obter um melhor desempenho operacional. Os dispositivos conectados oferecem suporte a funções cada vez mais avançadas (considerações técnicas que, a anos atrás, eram incógnitas nas diferentes plataformas).
Na minha opinião esta revolução não tem uma data para acabar, mas para seguir com este propósito de prototipação de nossas ideias, devemos revisitar a primeira postagem – Plataforma IoT – Como prototipar nossas ideias (Parte 1) e atualizá-la do ponto de vista citado acima.
Principais fatores para a escolha da plataforma IoT
Mesmo com esta revolução e, com crescimento expressivo de ofertas no mercado, nossas dúvidas continuam sem algumas respostas:
Quais os principais fatores que devemos considerar na seleção da melhor plataforma que se adequará ao nosso produto?
Para esta fase, manteremos os requisitos considerados no estudo em (Tabela 2) do link Plataforma IoT – Como prototipar nossas ideias (Parte 1) : Escalabilidade, Confiabilidade, Personalização, Operações, Protocolos, Suporte de hardware, Tecnologia de nuvem, Suporte técnico, Arquitetura de sistemas, Segurança e, Despesas operacionais.
E para o mundo Maker? Quais as opções de Plataforma IoT?
No início desta revolução, a principal preocupação dos Makers era encontrar opções de plataformas ou frameworks IoT de mercado com código aberto.
Agora, a maioria delas apostam no método DIY (a abreviação de “do-it-yourself”, ou seja, a equivalência em português é “faça você mesmo”) e disponibilizam seus principais recursos para uma quantidade limitada de dispositivos conectados, garantindo um tempo reduzido no processo de escalabilidade de acordo com a necessidade.
No livro, “Desenvolvendo projetos de IoT no Brasil” de Fábio Souza, Newton C. Braga, Renato Paiotti e Thiago Lima foi citado a seguinte provocação sobre esta questão:
“… A manutenção do sistema todo funcionando e seguro se tornará algo insano. Por este motivo, para o desenvolvedor de projetos IoT, alguns nomes de empresas se tornaram comuns em seu dia a dia …”
O objetivo deste post é apontar players relevantes para esta abordagem (alguns apresentados no livro citado, outros no Plataforma IoT – Como prototipar nossas ideias (Parte 1) e também em discussões com vários colegas e especialistas no último Mouser Roadshow e Jornada do Desenvolvimento 2022 – Evento presencial
AWS IoT
A AWS IoT fornece os serviços de nuvem gerenciável que possibilitam dispositivos IoT a se conectarem a outros dispositivos e aos serviços de nuvem da AWS. A plataforma fornece software para dispositivos que pode ajudar no desenvolvimento da integração.
O FreeRTOS (compatível com a maioria das MCUs do mercado) inclui um kernel e um conjunto crescente de bibliotecas de software adequados para o uso em vários setores e aplicações. Isso inclui conectar em segurança seus dispositivos pequenos de baixo consumo de energia a serviços de nuvem da AWS, como o AWS IoT Core, ou Edge Computing mais potentes que executam o AWS IoT Greengrass.
Recursos principais:
- API robusta que permite acesso seguro aos dispositivos (MQTT over WSS, HTTPS e LoRaWAN).
- Capacidade de processamento de grande quantidade de mensagens.
- Plataforma confiável e segura para rotear as mensagens para endpoints da AWS e outros dispositivos.
- Plataforma integrada com os principais serviços da AWS (AWS Lambda, Amazon Kinesis e Amazon QuickSight, etc).
Microsoft Azure
O Azure IoT Central é uma plataforma de aplicativo IoT como serviço (aPaaS) que simplifica e acelera o desenvolvimento e as operações da solução. O IoT Central pré-compila, dimensiona e gerência muitos dos serviços paaS (plataforma como serviço) e deixa a interface UX / API pronta para uso (disponibilizando os recursos necessários para conectar, gerenciar e operar os dispositivos em escala).
O Azure RTOS ThreadX (compatível com as principais famílias de MCUs com hardwares suportados pela Microchip, NXP, Qualcomm, Renesas e STMicroelectronics) é um conjunto de desenvolvimento integrado que inclui um sistema operacional pequeno mas poderoso que, por sua vez, fornece desempenho confiável e extremamente rápido para dispositivos com restrições de recursos / periféricos.
Recursos principais:
- API robusta que permite acesso seguro aos dispositivos (MQTT, AMQP, LWM2M, COAP, HTTP, etc).
- Plataforma aberta que facilita a criação de aplicativos customizáveis à necessidade do cliente.
- Plataforma com suporte bem ativo da comunidade (tanto para iniciantes quanto para especialistas).
- Plataforma com prova de conceito de modelos IoT com código aberto.
TagoIO
TagoIO é a solução acessível e focada em soluções time-to-market que oferece um conjunto diferenciado de serviços para IoT (Dashboard, Analytics, Storage, gerenciamento de dispositivos e usuários).
A plataforma possui centenas de sensores / atuadores e APIs compatíveis (oferecidos pelos parceiros de hardware) prontos para facilitar o desenvolvimento da prova de conceito com os principais protocolos como: LoRaWAN, Sigfox, MQTT, RESTFul HTTP, Bluetooth, Wi-Fi, Z-Wave, Zigbee, LTE, NBIoT e etc.
TagoCore é sua principal Edge Computing plataform de código aberto para desenvolvimento de integrações (autenticação dos dispositivos através de token e suporte para os mais famosos bancos de dados: SQLite, MySQL, PostgreSQL, MongoDB, MariaDB, SQL Server, Amazon Redshift, Amazon RDS e Oracle).
Recursos principais:
- Painéis muito fáceis de usar e altamente personalizáveis.
- Centenas de dispositivos finais certificados para os variados tipos de redes.
- Recursos de análise de dados usando servidores internos ou externos, incluindo aprendizado de máquina, relatórios customizáveis e outras funções avançadas de análise de dados.
- Integração com uma variedade de serviços Web (como web services meteorológicos, Googlesheet, Excel, CRM e, etc).
- Aplicativo móvel gratuito para usuários finais
- Ferramenta para rastrear a usabilidade (TagoRUN).
ThingSpeak
A ThingSpeak™ é um serviço de plataforma de analítica IoT que permite agregar, visualizar e analisar fluxos de dados ao vivo na nuvem. Ele fornece visualizações instantâneas de dados postados por seus dispositivos para a plataforma.
Vale lembrar que as gratuitas oferecem uma experiência totalmente funcional no ThingSpeak, com limites para determinadas funcionalidades
MQTT API recebeu uma atualização bem interessante para métodos de conectividade segura que vale a pena verificar se adequa a sua solução.
Recursos principais:
- Configure facilmente dispositivos para enviar dados para o ThingSpeak usando protocolos IoT populares (RESTful and MQTT APIs).
- Com a capacidade de executar o código MATLAB® no ThingSpeak.
- Capacidade de realizar a análise e o processamento on-line dos dados em tempo real.
- Agregar dados sob demanda de fontes de terceiros.
- Prototipar e construir sistemas de IoT sem configurar servidores ou desenvolver software da web.
O que você acha de colocarmos estas plataformas, frente-a-frente, e avaliarmos sua performance?
Estamos preparando um conjunto de guias práticos para você tirar suas conclusões também, com base nos desafios / necessidades de seu projeto.
Deixe seu comentário, dúvidas e sugestões que são muito importantes para nós.









Parabéns pelo execelente o post Leandro. Poderia informar se tem alguma documentação para desenvolvimento no módulo E180-ZG120B da EBYTE?
Muito bom, no aguardo dos demais posts da série.