Não raro, ao iniciar um projeto, surge a necessidade de obter embasamento teórico e de conhecer assuntos e soluções relacionadas ao que será desenvolvido. Ou seja, inicia-se um processo de revisão bibliográfica.
Neste sentido é comum recorrer ao google e a bases de artigos da área que se quer estudar (IEEE explore, por exemplo). No entanto, algo que poucas pessoas pensam é incluir documentos de patente em suas pesquisas.
Apesar do que se “prega”, a patente deve ser um documento para disseminar conhecimento, em vez de restringi-lo. Um dos pré-requisitos para o aceite de uma patente é que o documento seja desenvolvido e seja suficientemente claro, de modo que qualquer pessoa minimamente capacitada na área de aplicação da patente tenha capacidade de reproduzir o invento. Outro pré-requisito é que o invento deve apresentar algo novo em relação ao que já existe e devem ser explícitas as vantagens do uso de certo invento em relação ao que já é utilizado. Estes dois pré-requisitos deixam claro que um documento de patente deverá estar recheado de informações técnicas, fórmulas matemáticas (se for o caso), desenhos (se for o caso), exemplo de aplicação da tecnologia, vantagens da utilização de certa técnica em relação a outras e, eventualmente, exemplos métodos para a implementação do invento patenteado. E são estas informações que dão o embasamento necessário para diversos trabalhos, inclusive em dissertações e teses.
Convencido da utilidade dos documentos de patente, como encontrá-los? Para encontrá-los faremos um processo chamado busca de patentes (o processo de busca avançado possui diversas técnicas e é bastante interessante, para quem quiser se aprofundar), que é basicamente googlear nos sites certos.
Por hora vou citar dois sites que devem a maior parte das necessidades:
- www.google.com/patents: Serviço provido pelo Google em parceria com escritórios de patentes de diversos locais do mundo (entre eles China, Europa [EPO], Estados Unidos [USPTO] e Japão). Faz a busca de patentes nestas bases de dados seguindo o padrão Google de qualidade, facilitando a correlação de palavras-chave, etc. A desvantagem é que sua base não contempla patentes que sejam exclusivamente brasileiras.
- Site do INPI – Pesquisa Base Patentes: Serviço provido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), indexa patentes depositadas no Brasil e permite busca de palavras-chave por título, resumo, nome do inventor e nome do depositante (normalmente uma empresa), por exemplo.
Além do motivo principal exposto acima, ainda pode ser interessante a busca de patente para os seguintes fins:
- Fundamentar decisões de investimento (compra de empresas e tecnologias);
- Conhecer alternativas técnicas para o que já está sendo feito;
- Verificar tendências de mercado e tecnologias emergentes;
- Definir potenciais rotas para melhoramento e desenvolvimento de produtos.
Na linha específica para sistemas embarcados podemos pensar na utilização de patentes como uma alavanca em diversos projetos, principalmente de produtos, facilitando a compreensão do funcionamento de equipamentos concorrentes, ou mesmo trazendo novas ideias para as implementações.
Apenas como exemplo segue uma patente de um brasileiro que propôs um sistema automático e programável para a alimentação de animais domésticos: Alimentador de animais automático programável, de Edson Luiz Viana (MG) . Este pode ser um ponto de partida pra quem quer alimentar seus cachorros e ainda sim viajar com a família!
Pra descontrair veja esse artigo de curiosidade sobre patentes: As 15 patentes mais aleatórias e sinistras já registradas – TecMundo.








