Uma prova do aquecimento do mercado de sistemas embarcados e do poder econômico das big techs: a Intel reativou seu serviço de transporte aéreo de funcionários entre os aeroportos de Hillsboro, Oregon e San Jose, Califórnia.
Com 23 mil funcionários, a unidade da Intel no Oregon é a maior do grupo, que tem sede em Santa Clara, cidade vizinha a San Jose – é grande o trânsito de funcionários entre os dois locais, e os voos próprios são uma forma de facilitar os deslocamentos, já que a distância entre as duas unidades, por via terrestre, é de cerca de mil quilômetros.
Em breve, o serviço de transporte aéreo passará a atender as duas grandes fábricas que a Intel está construindo no Arizona, também muito distantes da sede e da unidade do Oregon.
Antes da pandemia, aconteciam cerca de treze voos diários entre as duas unidades, utilizando aeronaves com capacidade para cinquenta passageiros, a mesma capacidade da que vem sendo utilizada atualmente, fazendo quatro voos diários. A paralisação dos voos, ocorrida há cerca de um ano, foi vista como consequência da crise financeira que a empresa vivia e da qual ainda não se recuperou completamente.
Se a paralisação do que era chamado “Intel Air” e a demissão de cerca de 1.700 funcionários em 2023 foram vistas como sinais negativos para o negócio, a retomada deste serviço parece apontar para uma melhora das finanças da empresa.
Segundo os gestores do aeroporto de Hillsboro, em breve a Intel operará até seis voos por dia. Além disso, duas aeronaves maiores serão colocadas em serviço no final deste ano.
A Intel não vive em um mar de rosas – sua unidade de fabricação de chips gerou prejuízos da ordem de US$ 7 bilhões em 2023, mas a reativação da “Intel Air” indica que a empresa está otimista – afinal já garantiu US$ 8,5 bilhões em financiamento da CHIPS Act, legislação baixada pelo governo americano que visa incentivar a fabricação local de sistemas embarcados, e está trabalhando para garantir novos subsídios e investimentos.