O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, apresentou um plano que prevê investimentos da ordem de US$ 65 bilhões para revitalizar a indústria de chips naquele país.
O plano prevê subsídios e outros incentivos financeiros para a produção local de chips e deve ser implementado até 2030, dando sequência aos esforços japoneses para reviver seus tempos de glória no mundo dos semicondutores, vividos nas décadas de 1980 e 1990.
Segundo a Reuters, as subvenções serão destinadas principalmente à Rapidus, empresa constituída em 2022 e que é uma parceria entre o governo japonês e oito empresas multinacionais da área, objetivando produzir chips de ponta no Japão, dentre eles chips de 2nm até 2027, o que é uma meta bastante ambiciosa.
O primeiro-ministro acredita que o plano deve ser aprovado pelo gabinete em 22 de novembro. Além dos investimentos do governo, outras empresas aportarão recursos, totalizando US$ 324 bilhões nos próximos anos, devendo trazer, segundo o governo, um retorno de aproximadamente US$ 1 trilhão – são planos muito ambiciosos, cuja viabilidade somente poderá ser confirmada ao longo do tempo.
Há outras dúvidas: foram necessários muitos anos para que TSMC se firmasse como líder nessa indústria, deixando para trás Intel e Samsung; será que a Rapidus conseguirá se firmar nesse mercado tão rapidamente? Também existem dúvidas com relação à disponibilidade de recursos humanos qualificados no Japão, sendo oportuno lembrar o exemplo da China, que tenta recrutar recursos humanos capacitados e enfrenta intermináveis acusações de roubo de propriedade intelectual, mas que ainda não conseguiu acompanhar a concorrência.
Embora não se acredite que um designer de chips como a Nvidia escolherá a Rapidus ao invés da TSMC tão cedo, é saudável ver mais concorrência no mercado, já que os preços dos chips de ponta têm subido cada vez mais.









