De maneira muito simplificada, podemos dizer que Raspberry Pi é um pequeno computador, quer em termos de tamanho, quer em termos de capacidade, constituído por uma única placa, que pode ser conectado a um monitor, teclado e mouse convencionais. Além disso, é muito barato.
Surgiu ao redor de 2012, desenvolvido pela Raspberry Pi Foundation, uma organização sem fins lucrativos fundada em 2009 no Reino Unido com o objetivo de estimular o estudo básico de ciência da computação nas escolas, além de promover inclusão e o empoderamento social.
De maneira um tanto quanto surpreendente, sabe-se agora que esses pequenos computadores estão sendo utilizados em um programa muito sofisticado da NASA, o de balões científicos, utilizados para coletar dados a grandes altitudes, especialmente dados meteorológicos e sobre o meio ambiente.
Há uma família desses balões, os Super-Pressure Ballon Imaging Telescope (SuperBIT), sendo que o primeiro dos quais foi lançado pela primeira vez da base da NASA em Wānaka, Nova Zelândia, em 16 de abril de 2023 e já completou cinco circuitos completos ao redor do Hemisfério Sul da Terra a uma altitude de cerca de 33 mil metros.
Apelidados “Pumpkins” (abóboras) devido ao seu formato, esses balões são projetados para voar distâncias ultra-longas em grandes altitudes e são enormes – o SuperBIT é sustentado por uma carga de cerca de 532 mil metros cúbicos de gás hélio.
Feitos de polietileno, esses balões carregam uma série de sensores e equipamentos bastante complexos, incluindo painéis solares que alimentam seus sistemas; os dados coletados são armazenados por máquinas Raspberry Pi – certamente seus criadores jamais pensaram que elas poderiam ser utilizadas em aplicações tão sofisticadas.
A NASA, nos últimos 40 anos, já lançou mais de 1.700 balões científicos.









