PCB (Printed Circuit Boards) ou PCI (Placa de Circuito Impresso) são placas de circuito impresso constituídas por uma superfície isolante de fenolite e uma camada de cobre que permite a circulação de corrente. São extremamente úteis, pois além de diminuírem o espaço utilizado pelo circuito, também eliminam a utilização da protoboard e seus milhares de jumpers, permitindo, assim, menos problemas com mal contato, cross-talk, entre outros.
Em artigos anteriores falamos sobre a PQDB, além de um Build Report que mostra todos os componentes usados na placa. Neste artigo ensinaremos como fabricá-la, vale lembrar que este processo pode ser utilizado para fabricar qualquer PCB. O layout da placa para impressão se encontra em nosso GitHub (Cuidado! Fique atento com as dimensões, pois algumas impressões diminuem o tamanho real do circuito). É necessário realizar a impressão do circuito em impressora a laser, pois utilizaremos a tinta toner como máscara do circuito.
Para a fabricação são necessários alguns produtos:
- Placa de fenolite;
- Percloreto de ferro;
- Bombril ou esponja de cozinha;
- Detergente;
- Ferro a seco;
- Papel couchê;
- Impressora a laser.
Pegue a placa de fonolite e raspe-a com o bombril (ou esponja) e detergente, retirando qualquer camada de gordura da placa, pois facilita a fixação da tinta nela.
Após raspa-la, imprima o circuito no papel couchê e recorte-o do tamanho da placa para facilitar o próximo passo.
Coloque o papel de maneira que o circuito fique de cabeça para baixo (faceando a placa).
Pegue o ferro de passar roupa e o pressione durante 5 minutos em cima do papel. O ferro tem que ser a seco, escolha uma temperatura que não queime o papel. Após o tempo, comece a passar.
Quando o circuito estiver bem aparente, pare de passar o ferro e coloque a placa em um balde de água, o nível da água precisa cobrir a placa (ATENÇÃO! A placa vai estar muito quente, então utilize alguma luva ou pano para pega-la).
À medida que o tempo passar, o papel começará se desfazer e ficará apenas o toner no formato do circuito.
Agora que somente o circuito se encontra na placa, é necessário preparar o ácido.
Para a obtenção do ácido, misture lentamente o percloreto na água fria com uma proporção de 1:2,5 (por exemplo: 400 g de percloreto para 1 litro de água). Não se esqueça de utilizar luvas para proteção e de nunca jogar a água no recipiente com percloreto, e sim o contrário.
Com a mistura pronta, aqueça a água, pegue a placa e coloque-a no ácido. Com o tempo, o cobre que não está coberto com o toner irá se dissolver.
Quando todo o cobre em volta do circuito de dissolver, retire a placa.
Limpe a placa retirando o toner do circuito e o resultado será:
Para evitar futuras corrosões do cobre, passe estanho em todo o circuito.
Como o processo é caseiro, é comum surgir pequenos defeitos nas placas, como trilhas corroídas e trilhas cortadas. É recomendável, toda vez que se fabricar uma, testar todas as suas trilhas. E às vezes é necessário fazer conexões com jumpers:
Agora é só furar e soldar os componentes da PQDB na placa e começar a aprender!
Aprenda mais
Conheça o projeto: catarse.me/pqdb
Acesse o GitHub do projeto: https://github.com/projetopqdb/
Conheça a PQDB – A placa didática open hardware
PQDB – Como projetamos a placa didática open source (Build Report)

























Olá amigo. bom post.
Mas se ao invés de utilizar o percloreto de ferro, que demora muito na minha opinião, pode-se usar 30% de HCl 1:1 30% de H202 e 40% de H2O. (esses 40% de agua poderá ir adicionando, para ajustar o tempo de corrosão e a qualidade)
eu normalmente faço as corrosões por volta de 1-2 minutos. fica muito bom . rápido e limpo.
o ácido HCl é 1:1. Fraco porém ele potencializa a agua oxigenada (peróxido de Hidrogênio) e é ele que faz a corrosão.
abs